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Chakras / Glândula Pineal
« Última mensagem por Athena em Dezembro 08, 2019, 19:37:30 »
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A glândula pineal, também conhecida como conarium, epífise cerebral ou simplesmente pineal, é uma pequena glândula endócrina no cérebro dos vertebrados. A glândula pineal produz melatonina, um hormônio derivado da serotonina que modula os padrões de sono nos ciclos circadianos e sazonais. A forma da glândula se assemelha a uma pinha, daí o seu nome. A glândula pineal está localizada no epitálamo, perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios, escondida em um sulco onde as duas metades do tálamo se unem.

Quase todas as espécies de vertebrados possuem uma glândula pineal. A exceção mais importante é uma classe primitiva, os peixes-bruxa. Entretanto, mesmo nesse grupo pode haver uma estrutura "equivalente à pineal" no dorso do diencéfalo. O anfioxo Branchiostoma lanceolatum, o vertebrado existente mais próximo, também carece de uma glândula pineal reconhecível. As lampreias, outros vertebrado primitivos, no entanto não possuem pineal. Alguns vertebrados mais evoluídos perderam a glândula pineal ao longo de sua evolução.

Os resultados das diversas pesquisas científicas em biologia evolutiva e comparativa, neuroanatomia e neurofisiologia explicam a filogenia da glândula pineal nas diferentes espécies de vertebrados. Do ponto de vista da evolução biológica a glândula pineal é um tipo de fotorreceptor atrofiado. No epitálamo de algumas espécies de anfíbios e répteis está relacionada a um órgão de detecção de luz conhecido como olho parietal, também chamado de olho pineal ou terceiro olho.

René Descartes acreditava que a glândula pineal seria o "principal sede da alma". A filosofia acadêmica entre os seus contemporâneos considerava a glândula pineal como uma estrutura neuroanatômica sem qualidades metafísicas especiais. A ciência a estuda como uma glândula endócrina entre muitas. Mesmo assim, a glândula pineal continua a ter uma posição de destaque entre as pseudociências.

Localização
A glândula pineal é uma estrutura cinza-avermelhada do tamanho aproximado de caroço de uma laranja, com massa aproximada de 500 mg (medindo em média 25 por 12 mm em humanos), localizada logo superiormente ao colículo superior e atrás da stria medullaris, entre os corpos talâmicos posicionados lateralmente. Anatomicamente, é considerada parte do epitálamo. É uma estrutura epitalâmica pequena e única, situada dorsalmente à região caudal do diencéfalo. Ela é derivada de células neuroectodérmicas e, à semelhança da retina, desenvolve-se a partir de uma invaginação do teto da parede do terceiro ventrículo.

A glândula pineal é, portanto, uma estrutura de linha média, sendo vista frequentemente em radiografias simples de crânio, por sua alta incidência de calcificação - formação de corpos arenáceos ou ''areia do cérebro'' devido à libertação de hormonas por exocitose juntamente com restos vesiculares que se dissolvem por trocas iônicas com íons Ca2+.

Estrutura e composição
O corpo da pineal consiste, em humanos, de um parênquima lobular de pinealócitos cercados por tecido conjuntivo. A superfície da glândula é recoberta pela cápsula pial.

Apesar de a glândula pineal consistir principalmente de pinealócitos, foram identificados outros quatro tipos de células.

Tipo de célula   Descrição
Pinealócitos   Consistem de um corpo celular com 4 a 6 processos emergindo, produzem melatonina, e podem ser corados por métodos especiais por impregnação pela prata.
Células intersticiais   Estão localizadas entre os pinealócitos.
Fagócitos perivasculares   Há muitos capilares na glândula, e os fagócitos estão localizados próximos a esses vasos, funcionando como apresentadores de antígenos.
Neurônios pineais   Em vertebrados superiores, há neurônios na glândula pineal. No entanto, estes não estão presentes em roedores.
Células neurônio-símile peptidérgicas   Podem estar presentes em algumas espécies, e podem ter uma função parácrina regulatória.
A glândula pineal recebe sua inervação simpática do gânglio cervical superior. No entanto, também está presente uma inervação parassimpática proveniente dos gânglios esfenopalatinos e óticos. Além disso, algumas fibras nervosas penetram a glândula pineal via haste pineal (inervação central). Finalmente, neurônios do gânglio trigêmio inervam a glândula com fibras contendo o neuropeptídeo PACAP (pituitary adenylate cyclase activating peptide).

Folículos humanos contêm quantidade variável de material arenoso, chamado corpora arenacea (ou "acervuli", ou "areia cerebral"). A análise química mostra que é composto de fosfato de cálcio, carbonato de cálcio, fosfato de magnésio, fosfato de amônia e calcita.

Em vertebrados inferiores
Os pinealócitos em vertebrados inferiores têm forte semelhança com as células fotorreceptoras do olho. Alguns biólogos acreditam que as células pineais humanas de vertebrados partilham um ancestral comum com células da retina.

Em alguns vertebrados, a exposição à luz pode desencadear reação em cadeia de enzimas, hormônios e neuroreceptores, que pode ajudar a regular o ciclo circadiano do animal. Em humanos e outros mamíferos, essa função é suprida pelo sistema retino-hipotalâmico, que regula o ritmo no núcleo supraquiasmático. Interações sociais e culturais produzem exposições à luz artificial que influencia o "relógio" supraquiasmático. As evidências sobre o papel de compostos fotossensíveis relacionados à opsina na pele de mamíferos são controversas atualmente.

Estudos sugerem que a pineal possa ter alguma função como magnetorreceptor em alguns animais, especialmente em pássaros migratórios, onde poderiam funcionar como bússolas.

Alguns fósseis de crânio têm um foramen pineal, corroborada pela fisiologia da lampreia moderna, da tuatara e de outros vertebrados.[carece de fontes]

Função

Em destaque, colículos superiores e inferiores. Superiormente a eles, a glândula pineal.
Há algumas décadas, acreditava-se que a glândula pineal fosse um órgão vestigial. No entanto, mesmo órgãos vestigiais podem apresentar alguma função, ocasionalmente diferente da função do órgão do qual se originou. Aaron Lerner e colegas da Universidade de Yale descobriram que a melatonina está presente em altas concentrações na pineal. A melatonina é um hormônio derivado do aminoácido triptofano, que tem outras funções no sistema nervoso central. A produção de melatonina pela pineal é estimulada pela escuridão e inibida pela luz.

A retina detecta a luz, sinalizando a informação para o núcleo supraquiasmático. Fibras neuronais que se projetam deste para os núcleos paraventriculares, que transmitem os sinais circadianos para a medula espinal e via sistema simpático para os gânglios cervicais posteriores, e destes para a glândula pineal.

A glândula pineal é grande na infância e reduz de tamanho na puberdade. Parece ter um papel importante no desenvolvimento sexual, na hibernação e no metabolismo e procriação sazonais. Acredita-se que os altos níveis de melatonina em crianças inibem o desenvolvimento sexual, e tumores da glândula (com conseqüente perda na produção do hormônio) foram associados a puberdade precoce. Após a puberdade, a produção de melatonina é reduzida, e a glândula freqüentemente está calcificada em adultos.

A estrutura histológica da pineal parece ter similaridades evolutivas com células da retina de cordados. Demonstrou-se que aves e répteis modernos expressam o pigmento fototransdutor melanopsina na glândula pineal. Acredita-se que as glândulas pineais de aves possam funcionar como os núcleos supra-quiasmáticos de mamíferos.

Relatos em roedores sugerem que a glândula pineal pode influenciar a ação de drogas de abuso como a cocaína[19] e antidepressivos como a fluoxetina; e pode também contribuir na regulação da vulnerabilidade neuronal a lesões.

Cultura e sociedade

Esquema de funcionamento da glândula pineal segundo Descartes (1641)
René Descartes, o filósofo e cientista do século XVII, possuía grande interesse em anatomia e fisiologia. Ele discutiu a glândula pineal em dois de seus livros e afirmava ser a glândula o ponto da união substancial entre corpo e alma — um órgão com funções transcendentes. Descartes ajustou o conceito metafísico de alma com a posição anatômica da pineal para construir a dualidade corpo-alma. Mas as pesquisas realizadas com técnicas de neuroimagem embasam a concepção monística, reforçando a visão do consenso científico.

No final do século XIX, Madame Blavatski, fundadora da teosofia, relacionou a glândula pineal com o conceito hindu de terceiro olho, ou Ajna chakra. Essa associação continua popular atualmente.[7]

No conto "From Beyond" de H. P. Lovecraft, um cientista cria um dispositivo eletrônico que emite uma onda ressonante, a qual estimula a glândula pineal da pessoa atingida, permitindo que esta perceba planos de existência além da realidade de consenso, um ambiente estranho translúcido se sobrepondo à nossa realidade normalmente reconhecida. O livro recebeu uma adaptação cinematográfica em 1986, traduzida para o português como "Do Além".

Esta hipótese também foi usada para tentar explicar supostos fenômenos paranormais como a clarividência, a telepatia e a mediunidade. Em Missionários da Luz, obra de Chico Xavier atribuída ao espírito André Luiz, a epífise é descrita como a glândula da vida espiritual e mental que caracteriza um órgão de elevada expressão no corpo etéreo.

Etimologia
Segundo a etimologia, a palavra epífise deriva da língua grega. O prefixo “Epi” significa: "acima", "sobre", de forma superior, de ordem superior. “Fise” origina-se da palavra grega “Physis”, que quer dizer "natureza". Portanto “Epi” + “Fise” = Epífise, representa uma glândula que está em grau superior em termos de qualidade natural.

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Fotografias e Vídeos de Evidência Ovni / Re: Ovni captado na Nazaré
« Última mensagem por Saturno em Dezembro 05, 2019, 11:50:28 »
Mais 1 satélite ;)
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Fotografias e Vídeos de Evidência Ovni / Re: Ovni captado entre Peniche e Nazaré
« Última mensagem por Saturno em Dezembro 05, 2019, 11:35:53 »
Essas luzes são satélites, que podem ser vistos todas as noites a cruzar os nossos céus.
Este verão vi centenas deles (porque não tiro os olhos do céu :D) no entanto também se podem ver no inverno se o céu estiver limpo, como foi o caso desta manhã por volta das 06:50 em que vi passar um.

Podem ver através deste link uma pequena explicação em relação a esses satélites.

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Assuntos Espirituais (Geral) / O que é Vedanta?
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 27, 2019, 10:21:54 »
A filosofia Vedanta originou-se dos Upanishads,textos que conformam a última parte dos Vedas,as mais antigas e importantes escrituras da India.A partir destas escrituras surgiram as bases filosóficas de todos os sistemas de pensamento religioso hindu,tanto dualistas quanto monistas.Tem sua origem há centenas e talvez há milhares de anos antes de Cristo,registrando as experiências místicas de santos e sábios.Com respeito ao homem,a Vedanta fundamenta-se em três pontos:
1.A natureza humana é divina.
2.O objetivo de vida humana é despontar e manifestar esta natureza divina.
3.A verdade é universal ,não sendo possessão exclusiva de nenhum credo, raça ou época.
Religião é, portanto, a busca do auto conhecimento, a procura do Deus existente dentro de nós mesmos. Pode-se dizer que Vedanta é filosofia,religião,psicologia e ética,todos integrados numa metafísica que satisfaz a razão,podendo ser compreendida e realizada intuitivamente por qualquer pessoa que pratique e experimente as disciplinas adequadas.

"Descubra Deus! este é o único propósito da vida"
Sri Ramakrishna

Os principais conceitos da Vedanta

Deus é Um sem segundo,absoluto e indivisível. Embora impessoal,além de nome e forma,Deus assume várias formas pessoais para se revelar a nós. Deus é nossa essência,nosso espírito.Primordialmente somos todos Consciência,partes da Consciência Cósmica. Todas as Encarnações (manifestações de Deus na Terra) são personificações reais da Divindade.Nenhuma Encarnação pode ser considerada como a única manifestação daquela Divindade.Não existe acaso no universo cósmico.O destino humano é governado pela lei de causa e efeito (Karma). Não devemos nos considerar como necessitando ser salvos;nunca estivemos perdidos! Apenas vivemos na ignorância de nossa verdadeira natureza.Nascemos repetidamente na Terra para terminar a tarefa inacabada de realizar nossa divindade.Embora soframos por força de nossas ações podemos nos controlar e,por conseguinte,ao nosso destino.Existe um estado mais elevado de consciência (supra-consciência ou samadhi) que pode ser alcançado nesta nossa própria vida. Eis a meta!

O que existe de especial na Vedanta

1- Os vários ensinamentos oferecidos pela Vedanta podem adequar-se a uma ampla gama de temperamentos. Em miúdos: se a parte ritualística não Ihe atrai você tem toda a liberdade de não assisti-la. Mas aqueles que se deleitam com rituais (arati, puja etc) têm sempre as boas vindas àquelas cerimônias.
2 - Nossa abordagem utiliza, como dissemos, um variado número de métodos ou práticas. Com orientação qualificada (que é sempre grátis, jamais envolvendo dinheiro) você pode evoluir com aquela que lhe seja mais afim.
3 - Na Vedanta não se acredita em pecado, apenas em erro. Algum dia TODOS atingirão a meta da perfeição. Eis uma assertiva extremamente consoladora e positiva para aqueles que foram acostumados a se julgar pecadores. Vale lembrar as pa1avras de Swami Vivekananda:
"Filhos de imortal bem-aventurança: - que palavras doces e esperançosas! Permitam-me chamar-lhes, irmãos, por este doce nome: herdeiros da felicidade eterna. Os hindus se recusam chamar-lhes pecadores. Pecadores? Pecado é chamar-se alguém pecador! Esta é uma afirmação difamatória à natureza humana. Levantem-se - Ó leões - e arrojem longe a ilusão de que são carneiros. Vocês são imortais, espíritos livres, abençoados e eternos."

Os métodos

Religião é uma questão experimental,de prática,de conhecimento,de observação direta e pessoal.Sua religião tem que se tornar uma realização profundamente vivenciada de que sua verdadeira natureza é espiritual,de que você é uno com o espírito universal.Vedanta enfatiza a idéia do auto-esforço.Encoraja-nos a realizar o Deus que já temos dentro de nós através de certos métodos chamados Yogas os quais canalizam corretamente as tendências de que somos possuidores.Há várias maneiras de se alcançar união com Deus;o ideal é praticar um equilíbrio harmonioso das 4 Yogas que são:

1. JNANA YOGA - é a realização de Deus ou do Absoluto através do discernimento e da razão.O objetivo é a liberdade,romper a ilusão e ver a mesma Realidade subjacente a todos e a tudo.Este caminho utiliza muito os poderes da mente e é adequado ao filósofo que almeja ir além do universo visível.
 
2. BHAKTI YOGA - é o cultivo de uma relação devocional com Deus através da oração,ritual e adoração.É indicada para pessoa de natureza emocional,o Amante de Deus Pessoal.
 
3. KARMA YOGA - é o caminho que conduz a Deus através do trabalho inegoísta,do serviço ao próximo,pela adoração da divindade que existe dentro de cada ser humano.

4. RAJA YOGA - chamada de Yoga da meditação,é a alma de todas as Yogas.A ênfase aqui é o controle da mente pela concentração e meditação. Raja Yoga é também denominada o caminho psicológico da união com Deus.
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Orbes / Possivel Descrição de Orbe
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 27, 2019, 10:06:58 »
Uma bola de energia translúcida com aspecto semelhante a um globo de luz. Esta é a mais fotografada forma básica de um espírito.

Estas bolas de energia têm sido registrados em fotografias, monitores de infravermelhos, e vídeos. Orbes aparecem com mais frequencia em locais assombrados.

No entanto, existem casos em que aparecem figuras semelhantes a orbes em imagens, mas que podem ser causadas pela humidade (chuva, neve, nevoeiro), insectos ou poeira.
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Ocultismo (Geral) / Malleus Maleficarum
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 27, 2019, 10:03:28 »
Malleus Maleficarum


O Malleus Maleficarum foi criado em 1486 por H. Kramer e Jacob Sprenger, ambos membros da Ordem Dominicana e Inquisidores da Igreja Católica.

A obra acabou sendo sancionada como um instrumento de inquisitório contra bruxarias e heresias, através da bula papal 

Summis desiderantes affectibus

promulgada a 5 Dezembro 1486 pelo Papa Inocêncio VIII.

Foi através desta histórica bula papal, que a igreja reconhece a existência das bruxas e da bruxaria, assim como concedeu autorização para que os praticantes de bruxaria fossem perseguidos e eliminados. E assim, inaugurou-se a sangrenta caça ás bruxas que durou séculos e foi responsável por um autêntico genocídio de mulheres e homens em todas as latitudes do continente Europeu, chegando mesmo a afectar os inícios da história norte Americana.

 
 
 

O Malleus Maleficarum disserta sobre os três elementos fundamentais á concretização da bruxaria, sendo eles:

 
I

A existência de uma bruxa

II

A ajuda do demónio na persecução das intenções da bruxa

III

A permissão de Deus para que tais actos possam ocorrer

 
 
 

O Malleus Maleficarum, é por isso um tratado sobre bruxaria, (identificando o fenómeno, assim como dissertando sobre os meios de o reprimir), que se encontra dividido em três secções, sendo estas:

Secção I

A primeira secção refuta a negação da existência da bruxaria, alegando que a mesma é uma realidade que embora invisivel é porem tangível e capaz de ter efeitos muito claros na vida das pessoas.( Consulte: como funciona a bruxaria)

Nesta secção, defende-se a existência do Diabo e toda a realidade demoníaca, afirmando que o demónio tem o poder de fazer grandiosos prodígios, assim como declarando que as bruxas existem para auxiliar os demónios a concretizarem os seus actos. (Consulte: Dicionário de Demónios) Curiosamente, é declarado que as bruxas apenas podem realizar os seus feitos mágicos, se auxiliadas pelo Diabo e com a permissão de Deus.

Neste capítulo, é também esclarecido que terreno mais fértil e o mais poderoso favorecedor do poder do diabo é a sexualidade. Por isso, é afirmado que a mulher é mais passível de ser bruxa, pois o diabo tende a preferir corromper belas mulheres que gostam da ardência do prazer sexual. O vício sexual de belas mulheres é por isso a porta preferida do diabo para entrar neste mundo e recrutar as suas servas, ou seja: as bruxas. Assim, mulheres livres e libertinas tinham relações sexuais com o diabo, pagando dessa forma como seu corpo a entrada no reino infernal e tornando-se dessa forma bruxas, adquirindo o seu poder sobrenatural por via da carnalidade, comprando-o com uma forma de prostituição demoníaca. Citando o Malleus Maleficarum, assim está escrito nesta I secção :

«toda a bruxaria nasce da luxúria carnal, que nas mulheres [ libertinas e viciadas no prazer sexual ]  é insaciável».

 
 
Secção II

A segunda secção, descreve as formas de bruxaria que existem, assim como os remédios existentes para a combater.

Nesta secção II do Malleus Maleficarum, os autores debruçam-se sobre a prática da bruxaria através da análise de casos concretos. Nesta secção dão analisados os poderes sobrenaturais das bruxas, assim como as técnicas de recrutamento de novas bruxas. Segundo esta secção, não é o Diabo que recruta directamente as suas servas neste mundo, mas antes são as bruxas que desempenham essa tarefa pelo Diabo, ou ao serviço do demónio. As técnicas de recrutamento resumem-se a 2 estratégias:

I

Fazer com as coisas corram de tal forma mal na vida de uma mulher, que ela é levada a consultar uma bruxa. Ao faze-lo, cai na teia da bruxa, que assim a vai seduzindo, ou com as delicias do sexo, ou com o fascínio dos poderes das trevas, ate que a vitima se transforme numa bruxa por via da livre aceitação de um pacto demoníaco. ( consulte: Bruxas e Demonios)
 
II

Introduzir jovens e belas mulheres, (servas do Diabo), ou belos demónios em forma humana na vida de uma mulher, de forma a faze-la gradualmente cair da tentação carnal e subsequentemente a ceder ao caminho das trevas.
 

 

Esta secção II também revela como é que as bruxas lançam feitiços e encantamentos, assim como os remédios que podem proteger contra tais fenómenos mágicos.

 
 
Secção III

A terceira secção  destina-se a auxiliar os juízes inquisitórios na sua tarefa de identificar bruxas e combater o fenómeno da bruxaria.

Esta secção III é a parte jurídica do tratado, ou seja:

descreve como identificar e acusar uma bruxa. Os argumentos acusatórios são claramente expostos como um guia pratico para consulta dos magistrados da Santa Inquisição, facultando passo a passo um manual instrutório  que diz como se realizar um processo de julgamento de uma bruxa, desde o momento da recolha de provas para fins da acusação formal sobre bruxaria, aos métodos de interrogatório da bruxa e testemunhas, ate à formulação da acusação  e consequente julgamento.

 
 

 

Em resumo:

O sangue da própria bruxa assinando um contrato demoníaco, bem como a relação carnal com o Diabo através do qual a liturgia infernal é praticada para outorgar o pacto infernal, são os meios descritos e através dos quais se jurava obediência a Satanás, ao passo que se renegava Deus e em suma se entregava a alma ao demónio para adquirir poderes sobrenaturais de bruxaria.

 

Aquela pessoa que se entregava ao demónio, era marcada pelo Diabo. A esse sinal, chamava-se a «marca da bruxa», ou a «marca de Caim».

Essa marca corporal confirma que a bruxa é na verdade uma bruxa. A marca não pode ser um sinal de nascença, mas sim algo adquirido no momento em que o Diabo assume poder sobre essa pessoa, ou escolheu essa pessoa para ser seu servo e sacerdote.

 A «marca» é deixada pelo demónio no corpo da bruxa como forma de assinalar a obediência dessa pessoa para com o Diabo.

A «Marca» é criada de diversas formas: ou pelas garras do Diabo ao passar pela carne do seu servo, ou pela língua do Diabo que tocando o individuo, lhe deixa a marca demoníaca. A «marca» pode-se manifestar em diversas formas: Uma verruga, uma cicatriz, um sinal, e especialmente um pedaço de pele totalmente insensível.

As teses ocultistas mais actuais, tendem a identificar esta «marca do Diabo» não como um sinal físico presente no corpo da bruxa, mas antes como um «sinal» marcado na alma da bruxa, ou seja: o seu «nome espiritual», o nome com que bruxa viverá depois do pacto com o Diabo, e com o qual fará as suas bruxarias.

O «nome espiritual» é o nome que o demónio concede a uma bruxa quando ela outorga o seu pacto infernal, e é a «marca» que identificará para sempre essa pessoa diante do Diabo, da mesma forma que o «nome de baptismo» Cristão identifica uma pessoa diante de Deus.

Assim, se o «nome de Baptismo» identifica uma pessoa diante de Deus, o «nome demoníaco» é o «sinal» por via do qual uma pessoa se identifica perante o demónio.

 

Ao ser baptizado por Deus, recebe-se um nome, e ao ser «baptizado» pelo Diabo, recebe-se outro.

 

Os autores de «Malleus Maleficarum», ( Jacob Sprenger e Heinrich Kramer – Sec XV),  descreviam as relações carnais entre demónios e bruxas, não como um acto de amor, mas antes como um mero processo por via do qual um pacto demoníaco era firmado.

 

A carnalidade era uma parte do compromisso que os homens e mulheres assumiam aquando da celebração do seu pacto com o Diabo.

 


O objectivo da carnalidade era venerar o demónio, submetendo-se ao Diabo e assim concedendo ao espírito impuro tudo aquilo que esse pedisse. Pois se o padre se submete a Deus pela elevação espiritual, o bruxo submetia-se ao Diabo pela submissão carnal.

 

Muitos teólogos Cristãos apoiaram esta ideia de submissão ao demónio pela carnalidade, ao passo que outros , ( como Pierre de Rostegny), afirmavam que Satanás preferia tentar mulheres casadas, uma vez que dessa forma ao possuir uma mulher casada estaria não só induzindo-a ao pecado da luxúria, como ao mesmo acrescentando á lista de pecados cometidos: o adultério. Pelo adultério praticado com um demónio a mulher tornar-se-ia bruxa, sendo que se o seu marido colaborasse com este atentado contra o sagrado matrimónio de Deus, poder-se-ia também tornar bruxo, pois não só se humilhava e submetia perante o Diabo, ( como seu servo, oferendando-lhe a sua própria mulher e permitindo que o matrimónio fosse corrompido), como também tinha compactuado com a pratica da violação de um dos mais sagrados votos Cristãos: a inviolabilidade santo matrimónio celebrado aos olhos de Deus. Se mulher, ( ou ate mesmo marido),  se submetessem a esta perversão, permitindo que o Diabo passasse a ser senhor de um lar que antes tinha sido consagrado a Deus, estavam geradas as condições para a celebração  de um pacto demoníaco. O princípio ideológico que estava por detrás destas teses e que suportava este tipo de pensamento teológico, perdurou durante séculos nas sociedades cristianizadas.

A verdade é que ate há bem pouco tempo, o Divorcio Civil não era reconhecido pela Igreja Católica, que considerava que aquilo que foi unido por Deus, jamais poderia ser separado pela Lei do homem.

 

Teólogos defensores das visões mais ortodoxas ou extremistas, tendiam a ver os casamentos que realizados após um divorcio civil,  se seguiam assim a um casamento celebrado aos olhos de Deus, como uma «ilegalidade espiritual», uma quebra de votos sagrados perante Deus que faziam a pessoa cair no pecado - pecado da fornicação e do adultério – Consequentemente aquelas pessoas que assim agiam,  estariam caindo nos caminhos do demónio, vivendo em pecado e assim estando abertas á influencia demoníaca.

 

 

 

Exemplos atestados e comprovados de Pactos com o Demónio ao longo da história, existem e encontram-se documentados.

Eis alguns exemplos:

1

Em 1664 uma bruxa de nome Elisabeth Style confessou em tribunal ter realizado um pacto com Satanás, e que fora por via desse facto que ela houvera conseguido riquezas e um vida faustosa.

 
 
2

Em 1616, uma bruxa de nome Stevenote de Audebert, apresentou em tribunal prova de u pacto com o Diabo: ela revelou um contrato escrito por via do qual ela havia realizado um pacto demoníaco.

 
 
3

Wm 1634, soube-se que um poderoso mago de nome, Urbain,  cujos os feitos mágicos eram temidos e reconhecidos, havia outorgado um contrato demoníaco. O documento ainda se encontra arquivado na Biblioteca Nacional em Paris, França.

 
 
4

Também na Biblioteca de Upsala, encontra-se arquivado o contrato por via do qual um estudante de nome D. Saltherius realizou um pacto demoníaco. O seu pedido foi satisfeito, pois ele conseguiu alcançar a posição profissional que desejava numa famosa universidade Alemã.

 
 
5

Theophilus de Adana, ( Sec VI d.C.), também procurou um bruxo e realizou um pacto com o Diabo, por via do qual conseguiu alcançar a elevada posição de Bispo. Um famoso quadro de Michael Pecher , ( 1430-1498), denominado «Augustinus und der Teufel», ( obra de 1471),  retrata precisamente este pacto demoniaco.
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Espiritismo / Fluidificação de Agua com pedido de Cura ao Irmão Sousa Martins
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 26, 2019, 16:45:40 »
Se sofre de alguma doença e precisa de ajuda para desenvolver a cura, proceda da seguinte maneira :
Todas as noites antes de se deitar, encha em copo com água,
coloque a sua mão direita a uns cinco centímetros da boca do copo e diga com muita fé:
 
Peço ao grande Espírito de Luz curadora Irmão Sousa Martins   
e aos guias e mentores Espirituais que integram a corrente médica do espaço,
que coloquem nesta água os fluidos astrais magnéticos
de que preciso para curar a doença existente no meu corpo físico.   
Peço perdão a deus da minha imperfeição e dos meus excessos praticados
nesta existência por fraqueza ou ignorância espiritual.
Aceita senhor o meu arrependimento sincero e com a tua infinita bondade
peço que aceites também o meu pedido de ajuda
para que com saúde e vitalidade possa estar em harmonia com as leis divinas.
Que o Irmão D. Sousa Martins e toda a corrente de Luz curadora venham em meu auxílio.
 


 
   
  De seguida ponha o copo com água na sua mesa de cabeceira e adormeça tranquilamente.
 
 Na manhã seguinte ao acordar, beba lentamente a água do copo com o pensamento firme na cura que necessita - visualize o seu restabelecimento total.   
 
 Faça isto todos os dias até sentir melhoras e nunca se esqueça de diariamente agradecer a graça recebida
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Espiritismo / Tipos de Espíritos (segundo Allan Kardec)
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 26, 2019, 15:46:01 »
Escala de Espíritos
Terceira Ordem – Espíritos Imperfeitos: Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho e egoísmo e todas as paixões que lhe são consequentes. Têm a intuição de Deus mas não o compreendem.Estes podem ainda dividir-se em cinco classes:
Décima Classe- Espíritos Impuros:  São inclinados ao mal, que fazem o objecto das suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a desordem e a desconfiança e camuflam-se de todas as formas para melhor poder enganar. Ligam-se a indivíduos de carácter fraco, conduzindo-os a maus caminhos, ao da perdição, a fim de de os fazer sucumbir à dura provação.
Nona Classe- Espíritos Levianos: Metem-se com tudo e com todos. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias. Gostam de intriguir, de induzir maldosamente ao erro, por meio de intrigas e espertezas. Comunicando os seres humanos, mostram uma linguagem sem profundeza de ideias.
Oitava Classe- Espíritos Pseudo-Sábios: Possuem conhecimentos bastante amplos, no entanto sabem menos do que aquilo que aparentam. Demonstram uma linguagem cuidada e notoriedade, a fim de iludir a sua natureza , capacidades e luzes. É uma mistura de verdade e erro, sabedoria e orgulho.
Sétima Classe- Espíritos Neutros: Nem bons nem maus, apegam-se ás coisas deste mundo, das suas luxúrias que não abdicam de largar.
Sexta Classe- Espíritos Batedores e Perturbadores: Manifestam geralmente a sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como barulhos e o deslocamento de objectos no ar. Afiguram-se, mais de que os outros, presos há matéria.
Segunda Ordem- Bons Espíritos: Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. As suas qualidades e poderes para o bem estão proporcionados em relação ao grau de qualidades que haverão alcançado. Uns têm a sabedoria, outros a ciência e outros ainda a bondade. Outros reúnem ainda estas três qualidades. Compreendem Deus e o infinito. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. Como espíritos suscitam bons pensamentos, afastam os homens dos caminhos errantes e ainda os protegem dos espíritos imperfeitos. Têm, no entanto, de passar ainda por durar provas para alcançar a perfeição. Dividem-se ainda em quatro classes:
Quinta Classe- Espíritos Benévolos: Têm como objectivo o seriço aos homens e protegê-los. Evouíram mais nos sentido moral que intelectual
Quarta Classe- Espíritos Sábios: preocupam-se essencialmente com a amplitude dos conhecimentos.
Terceira Classe- Espíritos de Sabedoria: As qualidades da ordem mais elevada são as que os caracteriza.
Segunda Classe: Espíritos Superiores: Reúnem a Ciência, a Sabedoria e a Moral em si. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está desprendida das ligações terrenas para compreendê-la.
Primeira Ordem: Espíritos Puros
Nenhuma influência da matéria. Superioridade Moral e intelectual absoluta. Os espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e despojaram-se de todas as impurezas da matéria. Não estão sujeitos á reencarnação de corpos perecíveis.
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« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 26, 2019, 15:19:27 »
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Espiritismo / A ALMA de Allan Kardec – Obras Póstumas E
« Última mensagem por Nice_Man em Novembro 26, 2019, 15:07:58 »
Há no homem um princípio inteligente a que se chama ALMA ou ESPÍRITO, independente da matéria, e que lhe dá o senso moral e a faculdade de pensar.

Se o pensamento fosse propriedade da matéria teríamos a matéria bruta a pensar. Ora, como ninguém nunca viu a matéria inerte dotada de faculdades intelectuais; como, quando o corpo morre, não mais pensa, forçoso é se conclua que a alma independe da matéria e que os órgãos não passam de instrumentos com que o homem manifesta o seu pensamento.
As doutrinas materialistas são incompatíveis com a moral e subversivas da ordem social. Se, conforme pretendem os materialistas, o pensamento fosse segregado pelo cérebro, como a bílis o é pelo fígado, seguir-se-ia que, morto o corpo, a inteligência do homem e todas as suas qualidades morais recairiam no nada; que os nossos parentes, os amigos e todos quantos houvessem tido a nossa afeição estariam irremissivelmente perdidos; que o homem de génio careceria de mérito, pois que somente ao acaso da sua organização seria devedor das faculdades transcendentes que revela; que entre o imbecil e o sábio apenas haveria a diferença de mais ou menos substância cerebral.

As consequências dessa doutrina seriam que, nada podendo esperar para depois desta vida, nenhum interesse teria o homem em fazer o bem; que muito natural seria procurasse ele a maior soma possível de gozos, mesmo à custa dos outros; que o sentimento mais racional seria o egoísmo; que aquele que fosse persistentemente desgraçado na Terra, nada de melhor teria a fazer, do que se matar, porquanto, destinado a mergulhar no nada, isso não lhe seria nem pior, nem melhor, ao passo que de tal forma abreviaria seus sofrimentos. A doutrina materialista é, pois, a sanção do egoísmo, origem de todos os vícios; a negação da caridade origem de todas as virtudes e base da ordem social e seria ainda, a justificação do suicídio.

O Espiritismo prova a existência da alma. Provam a existência da alma os actos inteligentes do homem, por isso que eles hão de ter uma causa inteligente e não uma causa inerte. Que ela independe da matéria está demonstrado de modo patente pelos fenómenos espíritas que a mostram agindo por si mesma e o está, sobretudo, pelo seu isolamento durante a vida, o que lhe permite manifestar-se, pensar e agir sem o corpo. Pode-se dizer que, se a química separou os elementos da água; se, dessa maneira, pôs a descoberto as propriedades desses elementos e se pode, à sua vontade, fazer e desfazer um corpo composto, o Espiritismo, igualmente, pode isolar os dois elementos constitutivos do homem: o Espírito e a matéria, a alma e o corpo, separá-los e reuni-los à vontade, o que não deixa dúvida sobre a independência de uma e outro.

A alma do homem sobrevive ao corpo e conserva a sua individualidade após a morte deste. Se a alma não sobrevivesse ao corpo, o homem só teria por perspectiva o nada, do mesmo modo que se a faculdade de pensar fosse produto da matéria. Se não conservasse a sua individualidade, isto é, se dissolvesse no reservatório comum chamado o grande todo, como as gotas d’água no Oceano, seria igualmente, para o homem, o nada do pensamento e as consequências seriam absolutamente as mesmas que se não houvesse alma. A sobrevivência desta à morte do corpo está provada de maneira irrecusável e até certo ponto palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade é demonstrada pelo carácter e pelas qualidades peculiares a cada um. Essas qualidades, que distinguem umas das outras as almas, lhes constituem a personalidade. Se as almas se confundissem num todo comum, uniformes seria as suas qualidades. Além dessas provas inteligentes, há também a prova material das manifestações visuais, ou aparições, tão frequentes e autênticas, que não é lícito pô-las em dúvida.

A alma do homem é ditosa ou desgraçada depois da morte, conforme haja feito o bem ou o mal durante a vida. Em se admitindo um Deus soberanamente justo, não se pode admitir que as almas tenham todas a mesma sorte. Se a posição futura do criminoso houvesse de ser a mesma que a do homem virtuoso, excluída estaria toda a utilidade da prática do bem. Ora, supor que Deus não faz diferença entre o que pratica o bem e o que pratica o mal fora negar-lhe a justiça. Nem sempre recebendo punição o mal e recompensa o bem, durante a vida terrena, deve-se concluir daí que a justiça será feita depois, sem o que Deus não seria justo. As penas e os gozos futuros estão, ao demais, provados pelas comunicações que os homens podem estabelecer com as almas dos que aqui viveram e que vêm descrever o estado em que se encontram, ditoso ou infeliz, a natureza de suas alegrias ou de seus sofrimentos e enumerar-lhes as causas.

Deus, alma, sobrevivência e individualidade da alma após a morte do corpo, penas e recompensas futuras constituem os princípios fundamentais de todas as religiões. O Espiritismo junta às provas morais desses princípios as provas materiais dos fatos e da experimentação e corta cerce os sofismas do materialismo. Em presença dos fatos, cessa toda razão de ser da incredulidade. É assim que o Espiritismo restitui a fé aos que a tenham perdido e dissipa as dúvidas dos incrédulos.
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